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Segurança Presente fica mais perto de virar realidade no Leblon

  • 24 ABR/18
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Associação de moradores espera que convênio seja fechado nos próximos dias

RIO — Moradores do Leblon deverão contar com um reforço no combate à violência por meio do programa Segurança Presente, que reduziu a criminalidade em bairros como a Lapa, a Lagoa e o Centro. Como informou a colunista Marina Caruso, do GLOBO, um convênio entre o governo do estado e a associação de moradores do bairro (Ama-Leblon) viabilizará a iniciativa, que custará R$ 10 milhões por ano.

De acordo com a assessoria de imprensa do programa, serão 124 agentes por dia nas ruas do bairro. Presidente da Ama-Leblon, Evelyn Rosenzweig foi procurada na última sexta-feira pelo governador Luiz Fernando Pezão, que, segundo ela, poderá fechar a parceria nos próximos dias.

— Quando foi anunciada a intervenção federal (na segurança do Rio) estávamos para assinar (o convênio) no dia seguinte. Então, tivemos que esperar para que os generais (o interventor Walter Braga Netto e o secretário de Segurança, Richard Nunes) tomassem conhecimento do plano e definissem as ações — disse Evelyn.

A presidente da Ama-Leblon afirmou que, agora, espera o sinal verde do governo para busca recursos junto à iniciativa privada. Segundo ela, depois de firmado o convênio, serão necessários pelo menos dois meses para colocá-lo em prática. Esse é o tempo que ela precisa para voltar aos empresários e comerciantes do bairro que prometeram recursos para ajudar a bancar o programa.

Tecnologia como aliada

Além de circularem a pé, os agentes usarão bicicletas, motocicletas e viaturas. Outro componente do Leblon Presente deverá ser a tecnologia. O reforço terá o auxílio de 95 câmeras de vigilância, distribuídas por várias ruas. Está previsto ainda o uso de um aplicativo de celular chamado Linha Direta, pelo qual será possível que a vítima de um ato de violência se comunique com os agentes do programa.

A primeira experiência com o aplicativo, segundo o administrador de empresas Leonardo Gandelman, que o desenvolveu, foi com o 31º BPM (Barra da Tijuca), em agosto do ano passado. Depois disso, foi utilizado pelo 18º BPM (Jacarepaguá), 19ºBPM (Copacabana) e 2º BPM (Botafogo).

Hoje, de acordo com Evelyn, as mais frequentes ocorrências do bairro são os roubos a pedestres. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio mostram que esse tipo de crime na área do 23º BPM (Leblon) praticamente triplicou em fevereiro, em comparação com o mesmo mês de 2017. Foram 198 casos, contra 67 no ano passado. Os roubos de celular também aumentaram, de 14 para 66. Já os registros de roubos de veículos apresentaram redução de 11, em fevereiro de 2017, para seis, no mesmo mês deste ano.

Para Marcy de Campos Verde, CPP, ADS, Diretor da ABSEG, “a iniciativa é excelente, toda parceria público-privada para auxiliar o trabalho de segurança é interessante no sentido de propiciar mais suporte, tecnologia e estrutura ao trabalho de segurança pública.

É muito importante esse apoio da população para conseguir ajudar o Estado a prover uma segurança adequada. A AMA-Leblon está ampliando uma experiência que está dando certo em outros bairros do Rio de Janeiro e quanto mais bairros estiverem integrados e lutando contra a criminalidade, melhor.

A segurança colaborativa é um caminho sem volta, cada vez mais o cidadão será incentivado a participar das ações públicas de proteção. O que precisa ficar claro é que mesmo com tudo isso, o Estado tem que agir, pois é o Estado que tem o poder de polícia. Claro que preventivamente um vigilante, uma viatura de segurança privada ajuda na ostensividade, mas dependendo da situação é somente a polícia que pode intervir.

Outro ponto que sugiro para reflexão é se existe mesmo a necessidade de se criar um aplicativo para cada novo projeto de segurança. Talvez fosse melhor eleger um aplicativo e alimentá-lo com novas informações para que esses dados não se percam ou não fiquem divididos em tantas iniciativas tecnológicas. Esse app poderia abranger a cidade toda e as infos estarem divididas por bairro dentro desse único recurso. Até porque a incidência criminosa não respeita os limites das regiões, um mesmo criminoso pode agir em várias regiões e o compartilhamento de informações em um banco de dados único pode ajudar a identifica-lo e detê-lo”.

 

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