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Atenção! Não os crie em cativeiro!

  • 09 OUT/14
  • ABSEG
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O crescimento da violência nas cidades, a diminuição dos custos de aquisição dos produtos e a evolução de uma cultura mais preventiva têm propiciado crescimento do mercado de segurança e facilidade de acesso às diversas soluções disponíveis. Por outro lado, a evolução do conhecimento, o crescimento do número de cursos de graduação e pós-graduação aliados ao avanço e a confiabilidade da tecnologia têm gerado uma responsabilidade sobre os profissionais e empresas que apontam soluções, produtos e serviços de segurança.

Diante de um ambiente mais competitivo e dinâmico e, principalmente, um público bem informado, exigente e consciente, não há mais espaço para gambiarras, amadorismo, pirotecnia, “acochambramento”, profissionais despreparados e comportamentos antiéticos. Especialmente, agora que está sendo discutido um novo marco regulatório sobre segurança privada no Congresso Nacional. Pensando nisso, resolvi elencar alguns produtos e tecnologias que já deveriam estar em extinção:

1- Cerca Pluviométrica – Se você tem alguma cerca elétrica instalada que não pára de disparar quando chove, você tem literalmente um sensor de chuva. Seja pela falta de qualidade dos produtos, seja por problemas de instalação, especialmente, aterramento, o fenômeno acontece em dias de chuva. Ou você muda, ou é bom ficar de olho na previsão do tempo no telejornal, para dormir em paz… Minha previsão diz que seu futuro é nebuloso!

2- Sensor Animal – Ah! Você não gosta de cercas e só instala sensores infravermelhos ativos nos muros? Atenção! Se você instalar aqueles de único feixe, pensando na economia, terá um sensor que disparará toda vez que pássaro, gato e afins pousarem no muro. “Quem tem dois, tem um. Quem tem um não tem nada”. Invista, no mínimo, em sensores de duplo feixe… Então, meu amigo, não fique em cima do muro na hora de decidir.

3- Hastes do Ventre – Alguns empresários ainda insistem em cortar custos onde menos deveriam. Ainda vejo muitos colocarem hastes muito finas e frágeis como suporte para cercas pluviométricas e sensores animais que só não funcionam sob uma condição: não pode ventar. Se ventar muito, essas hastes viram dançarinas do ventre, a cerca toca em árvores, os sensores desalinham e toda vizinhança acorda para ver o espetáculo.

4- Sensor de Área “Semi-aberta” – Você já viu um meio buraco? Ou uma mulher meio grávida? Então, por que continuamos teimando em chamar uma área externa de “semi-aberta”? Já me disseram que área “semi-aberta” é uma área “semi-coberta” com até quatro “semi-paredes”. Enfim, alguma área que você não se molha totalmente em dias de chuva de vento. Loucura, não? Pior que ainda tem louco que instala sensores internos em áreas externas.

5- Sensor de Insetos – Já aprendemos que para áreas externas existem os sensores de área externa. Óbvio! Agora não adianta achar que comprando um sensor interno mais barato do que alguns repelentes de insetos vai fazer um grande negócio. A menos que você queira conhecer a formiguinha Z ou madrugar acordado com o barulho da sirene provocado pelos disparos falsos, não faça isso… Os insetos adoram o calorzinho dos circuitos eletrônicos.

6- Sensor de Vento – Sabe aquele dia em que está ventando muito e as janelas não param de bater e fazer barulho. Então, se você deseja detectar esse vento, não precisa colocar um anemômetro. Basta colar um sensor de vibração, daqueles bem baratos, sem nenhum tipo de analisador… Quanto mais barato, maior o impacto na sua vida.

7- Sensores Mudos – Você já ouviu falar de um sensor acústico, usado para detectar quebra de vidro? Os “baratinhos” têm um problema: ouvem bem, mas não falam nada quando quebram o vidro. Simplesmente, eles não acionam o alarme, ainda que passe um caminhão ou cometa pela vitrine… Pode contar seu maior segredo para eles.

8- Microcâmeras Cegas – Meu amigo, você já viu uma câmera cega? Então, pegue uma microcâmera e a coloque numa área externa filmando contra a luz do sol. Simplesmente, você não verá nada no monitor a não ser um grande clarão. E pobre da microcâmera que nem tem culpa. Afinal, ela foi projetada para área interna. Mas começaram a instalá-la em “áreas semi-abertas” e o resto você já sabe… Treine seu cão para ser guia dela!

9- Fitas Transparentes – Muitos clientes não sabem que timelapse e videocassete é coisa de museu. Ainda continuam sofrendo em gravar as imagens em fitas magnéticas e estocá-las. Algumas de tão usadas já estão transparentes. Aposente-as, troque seu sistema analógico por digital e veja as imagens remotamente pelo seu notebook ou smartphone a qualquer hora do dia e em qualquer lugar… Vou criar uma ONG pela libertação delas!

10- CFTV sem gravação – Você lerá esse texto e não se lembrará de muita coisa amanhã, certo? Do que você precisa? Imprimi-lo, gravá-lo ou guardá-lo de algum modo. Do mesmo jeito são as imagens gravas por um sistema de CFTV. Do que adianta filmar e não gravar. Depois que precisa rever a imagem ou tê-la como prova criminal, vem as famosas respostas: “As imagens não eram gravadas”, “a fita transparente travou” ou “roubaram a fita”… Eu começo a acreditar que as fitas imploram para o ladrão: Leve-nos! Por favor, leve-nos. Preferimos o descanso eterno.

E antes que algum fanático ativista me atire sete pedras, quero reiterar aqui o orgulho que tenho pelo meu segmento de segurança, por tudo que esses produtos já fizeram, quando instalados de modo certo. Afinal, existem produtos e PRODUTOS e o barato em nosso segmento sempre saiu CARO! Mas precisamos acabar de vez com algumas práticas e vender não o mais barato, mas o que funciona, a melhor solução. Só espero que ninguém queira criá-los em cativeiro usando meu argumento de que estão em extinção.

Só os preserve em sua memória!

Marcos Antonio de Sousa, graduado em Engenharia Eletrônica e MBA em Administração de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Especialista em vários cursos nacionais e internacionais de vendas para o mercado de segurança eletrônica. Atua como consultor de Marketing, Vendas e Estratégia Empresarial para as empresas do ramo de segurança. Consultor da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE). Conferencista em eventos realizados pela FENAVIST (Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores). Colunista da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (ABSEG). Palestrante nos principais congressos, simpósios e eventos de segurança eletrônica e privada do país. Articulista no Jornal da Segurança e SegNews, nas revistas Proteger, Venda Mais, Infra, Segurança&Cia, SESVESP, Security, Higi Press (ABRALIMP) e Negócio Fechado (Japão). Autor do livro: Vendendo Segurança com SEGURANÇA. E-mail: marcos@consultesousa.com

 

 

 

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